São Paulo – 14/05/2026 – O pré-candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad, declarou na noite de quarta-feira (13) que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, mantém vínculos estreitos com o bolsonarismo. “Toda a relação do Daniel Vorcaro é com o governo Bolsonaro. Ele é rebento do governo Bolsonaro”, afirmou o ex-ministro da Fazenda durante conversa com jornalistas.
A fala veio poucas horas depois de o site The Intercept Brasil publicar áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na gravação, o parlamentar negocia patrocínio de R$ 134 milhões com Vorcaro para o longa-metragem “Dark Horse”, que pretende narrar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pagamentos citados
Segundo a reportagem, cerca de R$ 61 milhões já teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025, em seis transações. O material abalou a pré-campanha de Flávio, que busca a indicação do PL para a disputa presidencial de 2026.
Ironia sobre o valor pedido
Durante evento público, Haddad ironizou a quantia solicitada pelo senador. “O dólar já sobe, a Bolsa já não sei o quê… Estão exagerando. O cara pede R$ 134 milhões para a família dele e o pessoal fica apavorado. Quem nunca pediu?”, comentou em tom sarcástico.
Postagem com “alerta”
Nas redes sociais, o petista resgatou vídeo de setembro do ano passado, quando participou de audiência na Comissão de Agricultura da Câmara. Na ocasião, ele previu que investigações da Polícia Federal alcançariam “os verdadeiros ladrões da pátria”, acrescentando que “irão para a cadeia” após o devido processo legal. A publicação veio acompanhada da legenda “Não foi por falta de aviso”.
Reação do governador paulista
Questionado sobre o áudio enquanto anunciava medidas após uma explosão no bairro do Jaguaré, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), evitou comentar. “Vou tratar deste assunto aqui no dia de hoje. Isso aí não é pauta”, limitou-se a dizer.
Confirmação de Flávio
Por meio de nota, Flávio Bolsonaro admitiu ter procurado Vorcaro para viabilizar o filme, mas negou qualquer irregularidade. “Foi um filho buscando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero dinheiro público, zero Lei Rouanet”, escreveu.
Com informações de Gazeta do Povo

