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Câmara aprova projeto que cria rastreabilidade para o ouro e prevê marcação física pela Casa da Moeda

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 22 de abril, o projeto de lei que estabelece controles de transparência e rastreamento em toda a cadeia de comercialização do ouro extraído no Brasil. O texto, encaminhado pelo governo Lula em 2023, segue agora para análise do Senado.

Como funcionará

Pelo projeto, o ouro passa a ser classificado como “ativo financeiro” ou “instrumento cambial” até sua primeira venda, operação que deverá ocorrer exclusivamente com instituições do sistema financeiro autorizadas pelo Banco Central.

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Para cada transação, será obrigatório um registro contendo:

  • identificação do posto de atendimento, agência ou estabelecimento responsável pela compra;
  • região de origem do metal;
  • número da permissão de lavra garimpeira e do processo minerário;
  • massa de ouro bruto negociada;
  • dados do vendedor (nome, CPF, endereço e registro comercial da sede).

Documentos e transporte

O transporte do ouro exigirá nota fiscal eletrônica e a Guia de Transporte e Custódia de Ouro, emitida pelo vendedor e registrada na Agência Nacional de Mineração (ANM). A guia trará informações sobre a licença ambiental, procedência do mercúrio utilizado, quantidade e teor do metal, além do destino da carga. O documento vale até a efetivação da venda.

Marcação física

Cada lote de ouro receberá marcação física realizada pela Casa da Moeda. Para custear o serviço, o texto cria a TOURO — Taxa de Registro das Transações e de Marcação Física do Ouro, com os seguintes valores:

  • R$ 2,00 pela emissão da Guia de Transporte e Custódia;
  • R$ 5,00 por grama de ouro para a marcação física.

Os valores serão atualizados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Reações

Parlamentares da base governista defenderam o projeto. Para o deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE), a medida combate fraudes, lavagem de dinheiro e impactos ambientais em terras indígenas. O Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) também apoiou a proposta, afirmando que a rastreabilidade é “condição básica” para a competitividade dos setores mineral e joalheiro.

Já parte da oposição criticou o aumento de controles. Em resposta a questionamentos sobre a capacidade de fiscalização, o delegado aposentado da Polícia Federal Jorge Pontes lembrou que procedimentos semelhantes existem para armas e produtos químicos e sugeriu que a ANM detalhe a implementação das etapas de rastreio.

Com a aprovação na Câmara, caberá ao Senado decidir se o novo marco regulatório para o ouro será convertido em lei.

Com informações de G1

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