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Ativos do Banco Master disparam 2.123% após Daniel Vorcaro assumir controle

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Os ativos do conglomerado financeiro liderado pelo Banco Master passaram de R$ 3,7 bilhões, em 2019, para R$ 82 bilhões em 2024, crescimento de 2.122,8% registrado após o banqueiro Daniel Vorcaro assumir o controle da instituição em outubro de 2019.

Escalada nos números

Em dezembro de 2019, o grupo ocupava a 90ª posição entre os maiores ativos do sistema financeiro nacional. Cinco anos depois, avançou para o 23º lugar. O salto foi impulsionado, principalmente, por títulos e valores mobiliários, que subiram de R$ 792 milhões para R$ 32,1 bilhões — alta de 3.950% — e passaram a representar 39% do total do ativo.

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No mesmo período, as operações de crédito cresceram 2.089%, saindo de R$ 768,4 milhões para R$ 16,8 bilhões. O caixa também expandiu de R$ 78 milhões para R$ 397 milhões, enquanto bens permanentes passaram de R$ 57,6 milhões para R$ 611,5 milhões.

Passivo acompanha avanço

As obrigações do conglomerado cresceram 2.126%, saltando de R$ 3,5 bilhões em 2019 para R$ 77,3 bilhões em 2024. Desse total, R$ 59,9 bilhões (77,5%) correspondem a depósitos de clientes, o que colocou o grupo na 15ª posição entre as instituições com maior volume captado naquele ano.

Outra rubrica relevante foi a de aceites e emissões de títulos, que atingiu R$ 2,7 bilhões em 2024.

Resultado financeiro

O conglomerado reverteu o prejuízo líquido de R$ 13,2 milhões registrado em 2018, último ano da gestão anterior, para lucro líquido de R$ 30,4 milhões em 2019. Em 2024, o lucro chegou a R$ 567 milhões, 20º maior do país e mais que o dobro do Banco de Brasília (BRB) no mesmo período (R$ 227 milhões).

Entre 2019 e 2024, a receita com operações de crédito aumentou de R$ 210 milhões para R$ 4,6 bilhões, posicionando o Master como a 14ª instituição que mais faturou com esse tipo de operação em 2024. Já as receitas com títulos e valores mobiliários subiram de R$ 63 milhões para R$ 1,7 bilhão, o 21º maior resultado do setor.

Estrutura do conglomerado

Integram o grupo financeiro: Banco Master, Will Financeira, Banco Master de Investimento, Banco Voiter, Banco Letsbank, Banco Master Múltiplo, Master Corretora de Câmbio e Distribuidora Intercap de Títulos e Valores Mobiliários.

Linha do tempo da aquisição

2017: Vorcaro compra ações do Banco Máxima.
2018: manifesta interesse em adquirir todo o banco.
2019: venda aprovada em outubro; controle assume em definitivo.
2020: primeiro ano completo sob nova gestão.
2021: instituição passa a se chamar Banco Master.
2022: criação do Banco Master Investimento.
2023: compra do banco português BANIF.
2024: aquisição dos bancos Voiter, Letsbank, Will Bank e da Intercap distribuidora de TVMs.
2025: tentativa de venda do Master ao BRB por R$ 2 bilhões.

Investigações e liquidação

Em 2025, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master após suspeitas envolvendo emissão de CDBs com juros acima do mercado e criação de carteiras de crédito falsas. A decisão suspendeu as operações da instituição, nomeou um liquidante e acionou o Fundo Garantidor de Créditos para ressarcir correntistas até o limite legal.

As investigações culminaram na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, que levou à prisão de Daniel Vorcaro e apurou participação de executivos do Master e do BRB em supostas fraudes. Em janeiro de 2026, foi autorizado o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens. Nova fase, em março de 2026, revelou suposto esquema de coerção contra adversários, identificou servidores do Banco Central como “consultores privados” e resultou em novo bloqueio de até R$ 22 bilhões. Vorcaro permanece preso em Brasília e negocia acordo de colaboração.

Com informações de G1

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