Brasília – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), declarou neste sábado (18) que o governo federal não definiu se irá ou não derrubar a cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como “taxa das blusinhas”.
“Essa foi uma decisão do Congresso Nacional. Ainda não há decisão sobre revogar a taxação. Já nos manifestamos e vamos aguardar”, disse Alckmin a jornalistas.
Debate interno
Na quinta-feira (16), ao ser questionado no Palácio do Planalto, o vice-presidente havia defendido a manutenção da cobrança como forma de proteger empregos no país. A discussão ganhou força depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou o tributo como “desnecessário”.
Outros integrantes do governo também se posicionaram. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), apoiou o fim da taxa na quinta-feira. No dia seguinte, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a revogação é uma possibilidade.
Impacto econômico
A tarifa foi aprovada pelo Congresso Nacional com respaldo do Ministério da Fazenda, após queixas de empresários sobre a entrada de produtos estrangeiros de baixo valor, sobretudo da China. Dados da Receita Federal mostram que o imposto gerou R$ 425 milhões em janeiro deste ano, aumento de 25% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 2025, a arrecadação somou R$ 5 bilhões, contribuindo para a meta fiscal.
Reação do setor produtivo
Diante das críticas à cobrança, empresários e trabalhadores de 67 associações enviaram ofício ao presidente Lula pedindo que a taxa seja mantida. No documento, o grupo argumenta que o eventual fim do imposto teria caráter “eleitoreiro”.
Com informações de G1

