O Brasil registrou superávit de US$ 7,74 bilhões na balança comercial em setembro de 2026, alta de 146,4% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Exportações sobem 12,9%
As vendas externas totalizaram US$ 34,42 bilhões, incremento de 12,9% na comparação anual. Petróleo bruto, soja, combustíveis e minério de cobre puxaram o resultado. Na indústria extrativa, o valor exportado chegou a US$ 9,44 bilhões, crescimento de 39,8%, com destaque para o petróleo (+77,3%) e o cobre (+74,2%).
A agropecuária embarcou US$ 7 bilhões (+4,8%). A soja avançou 11,9%, o café em grão aumentou 8,7% e o farelo de soja saltou 47,7%. A indústria de transformação somou US$ 17,67 bilhões (+5,3%), impulsionada pelo aumento de 39,1% nas vendas de combustíveis.
Importações recuam 2,4%
As compras externas somaram US$ 26,68 bilhões, queda de 2,4% frente a setembro de 2025. O recuo foi influenciado pela diminuição de 29,8% nas importações de bens de capital, que ficaram em US$ 4,1 bilhões. Bens intermediários recuaram 2,4%, para US$ 14,9 bilhões. Já os bens de consumo subiram 11,5%, atingindo US$ 4,3 bilhões. Os combustíveis, por sua vez, registraram alta de 41,2%, totalizando US$ 3,4 bilhões, em cenário de aumento de 58,2% nos preços internacionais.
Movimento comercial e parceiros
A corrente de comércio – soma de exportações e importações – alcançou US$ 61,10 bilhões em setembro, alta de 5,6% no ano contra ano. O resultado foi o segundo maior para meses de setembro na série histórica, atrás apenas de 2023 (US$ 9,18 bilhões de superávit).
As exportações para os Estados Unidos cresceram 31,9% no mês, mas ainda acumulam retração de 6,5% entre janeiro e setembro. No acumulado do ano, a China importou US$ 84,68 bilhões (+12%), e a União Europeia, US$ 44,15 bilhões (+20%).
Desempenho de janeiro a setembro
No acumulado de 2026, os embarques brasileiros somaram US$ 284,65 bilhões (+10,4%), enquanto as importações atingiram US$ 222,26 bilhões (+5%). O saldo positivo chegou a US$ 62,4 bilhões, expansão de 34,8%. A corrente de comércio atingiu US$ 506,91 bilhões, elevação de 8% frente aos nove primeiros meses de 2025.
Revisão das projeções para 2026
Apesar dos números de setembro, o Mdic reduziu a estimativa de superávit para 2026 de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, refletindo expectativas menores para os preços do petróleo. A previsão de exportações foi ajustada de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, enquanto a de importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.
Caso se confirme, o resultado projetado será o segundo maior da série histórica iniciada em 1989, atrás apenas do recorde de US$ 98,8 bilhões de 2023. Para o mercado financeiro, o superávit deve atingir US$ 78,3 bilhões, segundo o boletim Focus do Banco Central.
Com informações de Portal do Agronegócio
