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BNDES solicita R$ 7,25 bilhões para ampliar crédito a empresas afetadas por tarifas dos EUA

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Brasília – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pediu ao Ministério da Fazenda a liberação de R$ 7,25 bilhões para reforçar as linhas de crédito destinadas a companhias impactadas pela tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O ofício foi enviado à Secretaria do Tesouro Nacional após a demanda pelo programa alcançar R$ 18,4 bilhões em solicitações de financiamento. Os recursos deverão ser transferidos ao Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que sustenta o Plano Brasil Soberano.

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Em nota, o BNDES destacou que a medida não representa gasto novo, mas a antecipação de parte dos valores já previstos. O Plano Brasil Soberano, criado no ano passado após o anúncio das tarifas pelo governo do então presidente Donald Trump, dispõe de R$ 15 bilhões do Tesouro e R$ 6 bilhões do próprio banco, totalizando capacidade de crédito de R$ 21 bilhões.

Com o avanço dos pedidos, a instituição solicitou a segunda parcela de R$ 7,25 bilhões; cerca de R$ 7,75 bilhões haviam sido liberados anteriormente. Entre os setores que mais recorreram ao financiamento estão alimentos, medicamentos, fertilizantes, minerais críticos e máquinas e equipamentos.

Segundo o banco, o FGE tradicionalmente garante operações vinculadas às exportações brasileiras. Uma medida provisória em vigor desde março ampliou o escopo do fundo para atender empresas afetadas tanto pelo tarifaço norte-americano quanto pelos efeitos da guerra no Oriente Médio.

O Ministério da Fazenda estuda novas ações de apoio. Na véspera, o governo federal anunciou a preparação de um programa adicional destinado a empresários prejudicados pela nova rodada de sobretaxas, que atinge aproximadamente 18% das exportações brasileiras para os EUA — algo em torno de US$ 7,4 bilhões, conforme dados de 2024.

Além da tarifa de 25%, o Brasil pode enfrentar outra taxação de 12,5% na próxima semana, quando os Estados Unidos devem concluir investigação sobre supostas falhas no combate ao trabalho forçado. Caso a sobretaxa seja cumulativa, a alíquota total chegaria a 37,5%, informou o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O relatório americano aponta que a ausência de mecanismos eficazes de controle no Brasil sobre mercadorias produzidas com trabalho forçado cria concorrência considerada desleal para empresas e trabalhadores norte-americanos.

Com informações de Gazeta do Povo

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