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Flávio Bolsonaro confirma Carlos Portinho como candidato do PL ao Senado pelo Rio

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) definiu nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, que o também senador Carlos Portinho representará o Partido Liberal na disputa por uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.

A escolha encerra a indefinição que se arrastava desde a desistência do ex-governador Cláudio Castro, ocorrida há aproximadamente um mês e meio. Castro deixou a corrida eleitoral após tornar-se inelegível em razão de condenação no caso Ceperj e por ser alvo de investigações da Polícia Federal.

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Antes da decisão, Portinho enfrentava disputa interna com o deputado federal Carlos Jordy, nome ligado à ala mais fiel do bolsonarismo. O apoio de prefeitos e a capacidade de articulação do senador com lideranças municipais pesaram a favor dele, segundo dirigentes do PL fluminense.

A demora na definição vinha gerando desconforto dentro do partido, que enfrenta uma série de crises internas. Parte da cúpula avaliava que Portinho teria maior alcance para dialogar com eleitores fora da base tradicional do bolsonarismo.

Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho reuniram-se no Rio de Janeiro para formalizar o acordo. No mesmo período, a visita do presidenciável ao estado provocou novo atrito após encontro com a família Reis, de Duque de Caxias, que integra a chapa ao governo estadual encabeçada por Eduardo Paes (PSD). No Rio, o PL lançou o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, como candidato ao Palácio Guanabara.

Trajetória de Portinho

Carlos Portinho chegou ao Senado em 2020, ao assumir a vaga aberta com a morte de Arolde de Oliveira. Ele havia sido eleito primeiro suplente em 2018 e, desde então, ampliou sua atuação em Brasília, chegando à liderança da bancada do PL na Casa. Desde o ano passado, o parlamentar trabalha para viabilizar sua reeleição.

Segunda vaga ainda indefinida

O segundo nome da direita fluminense para a disputa ao Senado segue em aberto. A vaga, antes disputada pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), perdeu definição após a prisão do político, flagrado com um fuzil sem autorização em operação da Polícia Federal que apura esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustível.

O PP, integrante da federação partidária com o União Brasil, analisa opções, mas prioriza a eleição de deputados federais e resiste a deslocar candidatos considerados “puxadores de votos” para a corrida ao Senado. Entre os nomes cogitados internamente estão o vereador Leniel Borel e o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi.

Com a escolha de Portinho, o PL encerra a principal indefinição de sua chapa majoritária no Rio, mas segue negociando alianças para completar a formação que disputará as eleições de outubro.

Com informações de Exame

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