Um estudo divulgado pela TAG Investimentos conclui que aplicações indexadas ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tendem a preservar melhor o poder de compra dos investidores em horizontes longos do que produtos ligados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
O documento, publicado em 12 de julho de 2026, sustenta que despesas recorrentes — como supermercado, mensalidades escolares e planos de saúde — são reajustadas pelo IPCA e não pelo CDI. “O ativo livre de risco é aquele que paga essas contas. O resto é liquidez com marketing”, afirma o relatório.
Risco de reinvestimento no CDI
De acordo com os analistas, quem planeja aposentadoria, educação dos filhos ou manutenção do padrão de vida deveria medir risco pela manutenção do poder de compra, não pela volatilidade diária da cota. Nesse critério, o CDI carregaria “um risco enorme e silencioso”: a necessidade de reinvestir diariamente a uma taxa real futura desconhecida, sem proteção contratual contra a inflação.
O estudo ressalta que o CDI pode ficar abaixo da inflação em determinados períodos, enquanto os títulos indexados ao IPCA garantem rentabilidade real, condição considerada mais adequada para metas de longo prazo.
CDI segue útil para liquidez
A TAG Investimentos não recomenda abandonar totalmente os ativos vinculados ao CDI. A casa considera esses papéis importantes para reservas de emergência e necessidades de curto prazo, mas defende que não sejam o principal alicerce de objetivos distantes.
Inflação atrelada à expansão monetária
O documento destaca ainda que economias com déficits fiscais persistentes, como o Brasil, costumam registrar pressões inflacionárias após aumentos da base monetária. Nos Estados Unidos, o efeito aparece entre 21 e 26 meses depois; no Brasil, cerca de 15 meses.
Desde 2002, o agregado monetário M2 brasileiro avançou, em média, 14,09% ao ano, ao passo que o IPCA médio foi de 6,42% no mesmo período. Para os analistas, “o déficit de hoje é a expansão monetária de amanhã, e a expansão monetária de amanhã é o IPCA de 15 meses depois”.
Com informações de Money Times

