NOVA YORK – A vitória sobre a Suíça por 3 a 1, na prorrogação, colocou a Argentina de Lionel Scaloni mais uma vez entre as quatro melhores seleções do mundo e ampliou a série de êxitos da equipe em confrontos eliminatórios.
Reconstrução após 2018
Scaloni assumiu o comando da seleção em 2018, logo depois da queda para a França nas oitavas de final do Mundial da Rússia. Primeiro como interino, dirigiu a equipe na Copa América de 2019 e foi efetivado pela Associação do Futebol Argentino (AFA) após o torneio.
Mudança de estilo
O treinador abandonou a proposta de jogo vertical adotada por seu antecessor e implantou um modelo pautado pela posse de bola, circulação entre meio-campistas e aproximação constante dos jogadores. As características técnicas de Leandro Paredes, Giovani Lo Celso e Rodrigo De Paul reforçaram a nova dinâmica, enquanto Lionel Messi ganhou liberdade para se movimentar por diferentes setores do campo.
Títulos e fim do jejum
A reformulação se refletiu em troféus: Copa América de 2021, Copa do Mundo de 2022 e nova Copa América em 2024. O título continental de 2021 encerrou o intervalo de 28 anos sem conquistas da seleção principal.
Campanha em 2026
Na atual edição da Copa, a Argentina eliminou Cabo Verde, Egito e Suíça no mata-mata. Contra os egípcios, reverteu desvantagem de 2 a 0; diante dos suíços, definiu a vaga na prorrogação. O atacante Julián Álvarez foi eleito o melhor em campo no duelo das quartas de final, realizado em 11 de julho.
Próximo desafio
A semifinal contra a Inglaterra ocorrerá nesta semana. Questionado sobre a importância histórica do confronto, Scaloni preferiu minimizar: “É apenas uma partida de futebol”, afirmou, ressaltando a qualidade do adversário e da comissão técnica inglesa.
Desde 2018, o técnico soma três títulos, um vice-campeonato continental e agora busca levar a Argentina à quarta final de Copa do Mundo de sua história.
Com informações de Exame

