A Procuradoria-Geral da República pediu, nesta segunda-feira (6), que a Polícia Federal tome o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar, pré-candidato à Presidência, publicou em 3 de janeiro de 2026 uma mensagem na rede social X na qual atribuiu a Lula crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude eleitoral.
Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que “remanescem a necessidade e a relevância da oitiva do senhor Flávio Nantes Bolsonaro, sobretudo pela possibilidade de retratação capaz de isentar o investigado de pena”. Gonet solicitou o retorno dos autos à PF para a diligência e, em seguida, novo prazo para analisar o relatório final do inquérito.
Investigação no STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, abriu a investigação em 13 de abril de 2026, atendendo a pedido da Polícia Federal que contou com parecer favorável da PGR. No mês anterior, a PF concluiu que o senador fez “falsa imputação de crime” a Lula, enquadrando o caso no artigo 138 do Código Penal (calúnia) combinado com o artigo 141, inciso I e §2º, por ter sido dirigida ao chefe do Executivo.
A postagem contestada
Na publicação, Flávio Bolsonaro relacionou Lula a:
- tráfico internacional de drogas e armas;
- lavagem de dinheiro;
- suporte a grupos terroristas e ditaduras;
- fraudes em eleições.
O texto foi acompanhado de imagens que associavam o presidente brasileiro ao venezuelano Nicolás Maduro, então recém-preso nos Estados Unidos sob acusação de envolvimento com o narcotráfico. Segundo a PF, o senador sugeriu que Maduro “delataria” Lula pelos crimes listados.
Com a oitiva pendente, a PGR aguarda que a PF conclua a diligência para só então apresentar parecer final ao STF.
Com informações de G1

