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Tebet diz que Lula engavetou plano “Brasil 2050” após ouvir 5 mil pessoas

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Brasília – A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não assinar o decreto que instituiria o Estratégia Brasil 2050, plano de desenvolvimento com metas para os próximos 25 anos elaborado a partir de consultas a 130 entidades e mais de 5 mil participantes.

Segundo Tebet, o chefe do Executivo preferiu arquivar a proposta por considerar “desconfortável” formalizá-la no último ano de mandato, marcado pelo calendário eleitoral. “Visitei todas as capitais, todos os setores. Temos indicadores e metas para qualquer assunto. O presidente não assinou o decreto”, relatou a ex-ministra durante evento da Prada Assessoria realizado na quarta-feira (17).

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Documento foi entregue em 2025

O plano foi concluído em outubro de 2025 e entregue a Tebet pela então secretária nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis. A construção começou em 2024, envolvendo pesquisas, oficinas e debates que resultaram em 136 documentos consolidados, de acordo com painel divulgado pela pasta.

Classificado pelo ministério como “o primeiro instrumento de planejamento de longo prazo participativo e colaborativo do país”, o Estratégia Brasil 2050 chegou a ser divulgado por outros órgãos federais, como o Ministério do Esporte e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Três eixos principais

O projeto estava estruturado em três eixos:

  • Desenvolvimento social e garantias de direitos;
  • Desenvolvimento econômico e sustentabilidade socioambiental e climática;
  • Fortalecimento das instituições democráticas, das capacidades estatais e da soberania nacional.

Cenário político

Mesmo após deixar o ministério, Tebet mantém aliança com Lula e vai concorrer ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O segundo nome da chapa governista ainda não foi definido, com a disputa restrita entre a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e o ex-titular da pasta do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

Com informações de Gazeta do Povo

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