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STF estabelece prazo de 60 dias para plataformas adotarem medidas de responsabilidade sobre conteúdos

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O Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria nesta quinta-feira (11) para fixar prazo de 60 dias às grandes plataformas digitais implementarem o chamado “dever de cuidado”, conjunto de ações que amplia a responsabilidade das empresas pelo que é publicado em seus serviços.

O que muda

Pelo entendimento, as companhias deverão:

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  • criar canais específicos para pedidos de retirada de conteúdo;
  • reforçar mecanismos de combate a violações de direitos fundamentais;
  • intensificar a prevenção a crimes como terrorismo, atos antidemocráticos, racismo e induzimento ao suicídio;
  • responder por falhas sistêmicas na moderação.

Origem da discussão

Em 2023, o STF considerou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que condicionava a responsabilidade civil das plataformas ao descumprimento de ordem judicial para remoção de conteúdo. Os ministros entenderam que o dispositivo não garantia proteção suficiente a direitos fundamentais e decidiram que os provedores podem ser responsabilizados antes mesmo de decisão judicial em determinadas situações.

Recursos analisados

O prazo de 60 dias foi definido após a análise de nove dos 12 embargos de declaração apresentados por empresas e entidades do setor, que pediam esclarecimentos e ajustes na decisão do ano passado. O relator Dias Toffoli apresentou voto com adequações, mas manteve as obrigações principais.

Divergências sobre a aplicação

Durante as sessões de quarta (10) e quinta (11), os ministros divergiram sobre a data a partir da qual a nova tese deve valer:

  • Dias Toffoli propôs que a regra alcance ações em trâmite até 26 de junho de 2025, quando o julgamento será encerrado;
  • Flávio Dino defendeu aplicação imediata, baseada no momento do fato gerador;
  • Cristiano Zanin sugeriu recorte por ato ou conduta, abrangendo publicações e omissões.

Provedores considerados “neutros”

Outro ponto que será ajustado envolve plataformas com pouca ou nenhuma interferência no fluxo de publicações, como a Wikipédia. Os ministros discutem se esses casos dependerão de ordem judicial para eventual responsabilização.

Próximos passos

Toffoli informou que apresentará, na próxima quarta-feira (17), a versão final da tese com as convergências identificadas.

Com informações de G1

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