Brasília — 11 de junho de 2026. A direção nacional do MDB decidiu intervir diretamente nos debates internos do partido no Distrito Federal e conduzir a definição de candidaturas e coligações para as eleições de outubro.
Reunião realizada nesta quinta-feira (11) aprovou um plano de pacificação entre os grupos que disputam o comando local da legenda. A medida busca evitar o racha sobre dois caminhos: manter o apoio à reeleição da governadora Celina Leão (PP) ou lançar candidatura própria ao Palácio do Buriti.
Comissão de consenso
O líder do MDB na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (AL), foi encarregado de formar uma comissão com cinco representantes das diferentes correntes do partido no DF. O grupo terá a missão de chegar a um entendimento sobre alianças e chapas, devendo apresentar resultados até o período das convenções partidárias, marcado de 20 de julho a 5 de agosto.
Cenário para o Senado
Em nota, o MDB reiterou a intenção de negociar uma composição com Celina Leão que inclua o ex-governador Ibaneis Rocha como pré-candidato ao Senado. Parte da sigla, porém, defende rompimento com o governo local depois que Celina declarou apoio às pré-candidatas do PL, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, para as duas vagas de senador em disputa neste pleito.
Conflito público
A tensão ganhou força em maio, quando Ibaneis Rocha afirmou ter sofrido “muitas decepções” com a condução de Celina à frente do Executivo distrital. Em resposta, a governadora alegou ter “herdado uma crise no Banco de Brasília” e declarou que “sucessão não é submissão”.
Comando partidário mantido
A Executiva nacional confirmou a permanência de Wellington Luiz na presidência do MDB-DF. Segundo o partido, não houve pedido formal de intervenção ou destituição do deputado distrital.
Com a presença da cúpula nacional, emedebistas esperam encerrar as divergências internas antes do início oficial da campanha e apresentar uma estratégia unificada para a disputa no Distrito Federal.
Com informações de G1

