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Senador Camilo Santana apoia enquadrar CV e PCC como organizações terroristas e contraria posição de Lula

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Brasília — O senador Camilo Santana (PT-CE), que chefiou o Ministério da Educação no primeiro governo Lula, declarou ser favorável à inclusão das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas no Brasil, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos durante a administração Donald Trump.

Em entrevista, o parlamentar disse concordar com os 60% dos brasileiros que defendem o mesmo enquadramento, percentual apontado pela pesquisa Genial/Quaest divulgada em 10 de junho. “O PCC e o Comando Vermelho causam terrorismo no Brasil inteiro. O que houver de pior para classificar esse pessoal, tem que classificar”, afirmou.

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Ex-governador do Ceará — um dos estados onde as duas facções têm atuação —, Camilo Santana contou ter exposto sua posição diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o senador, o petista fez um “discurso equivocado” ao criticar a decisão norte-americana e afirmar, em evento em Sergipe, que o combate a CV e PCC é “uma guerra do Brasil, não dos Estados Unidos”.

Para Camilo, a cooperação internacional defendida por Lula pode e deve contar com apoio dos EUA no enfrentamento do crime organizado. “Não podemos usar esse tema da segurança para fazer politicagem. É um desafio que precisa estar acima de qualquer questão partidária ou política”, avaliou o senador, citando disputas locais no Ceará.

O governo brasileiro ainda não se manifestou sobre eventual mudança de classificação das facções.

Com informações de Metrópoles

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