Brasília — O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores protocolou, nesta terça-feira (11), pedidos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF) para que seja investigada a possível prática de caixa 2 na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por meio do financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No documento, o PT sustenta que a produção do filme, realizada com recursos captados no exterior, envolveria “operação financeira complexa” que poderia caracterizar irregularidades eleitorais. O partido cita reportagens do site The Intercept Brasil que relacionam Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apontado como responsável por um aporte de R$ 61 milhões à obra.
De acordo com a legenda, parte desse montante teria sido destinada a “sustentar a estrutura de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos”, atribuindo-lhe “função eminentemente político-eleitoral”. Caso as suspeitas se confirmem, o texto argumenta que podem ficar configuradas infrações previstas no artigo 350 do Código Eleitoral, que trata de falsidade ideológica eleitoral, além de outros delitos penais.
Destinação de emendas e registros na Ancine
O pedido menciona ainda a suposta transferência de emendas parlamentares para empresas ligadas à produtora de “Dark Horse”, fato que, segundo o PT, reforçaria a necessidade de averiguar possível abuso de poder econômico durante o processo de financiamento da obra.
Além das questões financeiras, o partido requer que STF e PF verifiquem se a produção obteve todas as autorizações junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine) para filmagens no Brasil e se os atores estrangeiros, entre eles o norte-americano Jim Caviezel, receberam vistos de trabalho adequados.
O pedido aguarda distribuição no STF e análise de eventual abertura de inquérito pela Polícia Federal.
Com informações de G1

