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Defesa de Vorcaro inclui Ciro Nogueira e filme sobre Bolsonaro em nova tentativa de delação

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Brasília – A equipe jurídica do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou nova proposta de colaboração premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento traz detalhes sobre o financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e sobre a relação do empresário com o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Investigadores avaliam que as informações não trazem elementos inéditos e a tendência é rejeitar, mais uma vez, o acordo. Na primeira tentativa, descartada no mês passado, a PF apontou que o conteúdo se limitava a fatos já conhecidos e parecia proteger pessoas próximas ao banqueiro.

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Pagamento ao filme “Dark Horse”

Segundo a defesa, Vorcaro foi procurado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que solicitou recursos para a produção do filme. O “Intercept Brasil” revelou que o empresário chegou a repassar R$ 61 milhões ao projeto. No novo texto, no entanto, os advogados asseguram que o aporte não configurou pagamento de propina.

Relação com Ciro Nogueira

O material também menciona o senador Ciro Nogueira, presidente do PP. Relatórios da PF indicam que o parlamentar teria recebido de Vorcaro um envelope contendo um projeto de lei benéfico ao Banco Master e, posteriormente, uma espécie de “mesada” de R$ 500 mil. Em maio, Nogueira foi alvo de operação policial que apura uso do mandato para favorecer interesses do banqueiro.

Fraudes e celulares apreendidos

Preso em Brasília, Vorcaro é apontado pela PF como chefe de um esquema de fraudes financeiras que pode alcançar R$ 12 bilhões. Agentes apreenderam mais de oito celulares do investigado. A perícia inicial de parte desse material já indica indícios de corrupção, organização criminosa e uso de milícia privada para intimidar adversários e obter dados sigilosos.

Negociação do acordo

A devolução de valores públicos segue no centro das tratativas. Interlocutores do banqueiro informaram, em 22 de maio, que ele elevou de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões a proposta de ressarcimento para viabilizar a delação. PF e PGR conduzem a negociação de forma conjunta, sem alvos predeterminados, e exigem comprovação de atos de ofício praticados por autoridades mencionadas.

Até o momento, as investigações avançam sem a colaboração formal de Vorcaro, sustentadas no conteúdo já extraído dos aparelhos apreendidos.

Com informações de G1

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