Quatro policiais militares de Goiás receberam promoção por ato de bravura 37 anos depois de terem participado das ações de contenção do material radioativo Césio-137, em Goiânia. A medida foi oficializada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (25/5).
Quem foi promovido
Os militares agraciados prestaram serviço sem equipamento de proteção individual durante o acidente radiológico de 1987. Eles ingressaram com ações judiciais para obter o reconhecimento, e a data da promoção retroagirá ao momento em que cada processo foi aberto, entre 2024 e 2026. Veja os nomes e novos postos:
• Reginaldo Reis Chagas do Carmos – de 1º sargento da reserva a subtenente
• Mauro Rosa de Castro – de 1º sargento da reserva a subtenente
• Antônio Carlos Pereira – de 1º sargento a subtenente
• Rômulo Almeida dos Santos – de 2º sargento da reserva a 1º sargento
Criteríos e demora
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), responsável pela análise do processo, a concessão por bravura segue requisitos técnicos e legais previstos na legislação estadual. A corporação atribuiu o atraso no reconhecimento ao período que os próprios militares levaram para ajuizar as demandas.
O acidente de 1987
Considerado o maior desastre radiológico do mundo fora de instalações nucleares, o incidente ocorreu em 1987, quando uma cápsula de Césio-137 foi retirada de um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica de Goiânia. Catadores encontraram o equipamento, abriram-no em um ferro-velho e liberaram o pó radioativo.
Quatro pessoas morreram em consequência direta da exposição, e pelo menos 112 mil foram monitoradas por possível contato com a substância.
As promoções representam, quase quatro décadas depois, o reconhecimento oficial à atuação dos policiais no controle da área contaminada e na proteção da população goiana.
Com informações de Metrópoles

