O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (22) que se reunirá na próxima segunda-feira (25) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte de salários.
Durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula afirmou ser contrário a qualquer período de transição. “Defendemos que a redução seja feita de uma vez: de 44 para 40 horas, sem diminuir salário. Não dá para ficar quatro anos reduzindo meia hora por ano; isso é brincar de fazer redução”, declarou.
Tramitação na Câmara
O relator da PEC na comissão especial, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar parecer na segunda-feira (25). A votação no colegiado está prevista para a semana que vem e, se aprovada, a matéria seguirá para o plenário da Câmara antes de ser analisada pelo Senado.
Segundo Prates, dois pontos já têm consenso: jornada de 40 horas semanais sem redução salarial e dois dias de descanso remunerado. A principal divergência segue sendo o prazo para que a mudança passe a valer.
Paralelamente, o governo apresentou projeto de lei que também estabelece jornada de 40 horas e altera a escala de trabalho de seis para cinco dias, com dois dias de folga. Ainda não há definição se a votação do projeto ocorrerá junto à PEC.
Pec da Segurança
No mesmo programa, Lula pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que coloque em votação a PEC da Segurança, aprovada pela Câmara em março. O texto cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e fortalece a cooperação entre União e estados. O presidente condicionou a recriação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da proposta: “Se a PEC for aprovada, em 15 dias recrio o ministério”, afirmou.
Encontros com Donald Trump
Lula relatou ainda detalhes de encontros recentes com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o brasileiro, na primeira reunião, na Malásia, pediu que a imprensa só fosse chamada após a conversa reservada, para evitar constrangimentos públicos como os já vividos por outros líderes estrangeiros.
O presidente disse que mantém relação de respeito mútuo com Trump: “É uma conversa de dois homens de 80 anos; precisamos transmitir responsabilidade ao mundo”, comentou.
Com informações de G1

