O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira, 20 de maio, a chegada do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68) ao Caribe. O anúncio ocorre em um momento de endurecimento da Casa Branca contra o governo cubano.
Segundo a nota divulgada nas redes sociais, o Nimitz Carrier Strike Group — formado pelo próprio porta-aviões, pelo destróier USS Gridley (DDG-101), pelo navio-tanque USNS Patuxent (T-AO 201) e pelo Carrier Air Wing 17 — representa “capacidade de prontidão, alcance e letalidade incomparáveis”.
Dados sobre o navio
Com 333 metros de comprimento, o USS Nimitz está em operação desde 1975 e é o porta-aviões de propulsão nuclear mais antigo ainda ativo no mundo. A embarcação transporta dezenas de aeronaves militares e conta com aproximadamente 6 mil tripulantes.
Acusações contra Raúl Castro
No mesmo dia da movimentação naval, o Departamento de Justiça dos EUA formalizou acusações contra o ex-presidente cubano Raúl Castro pelo abatimento de dois aviões de exilados cubanos em 1996. Os aparelhos pertenciam ao grupo anticastrista Brothers to the Rescue; quatro pessoas morreram, três delas cidadãs norte-americanas.
Castro é alvo de quatro acusações de homicídio, duas de destruição de aeronave e uma de conspiração para matar cidadãos dos Estados Unidos, segundo um integrante do Departamento de Justiça que falou sob condição de anonimato.
Declaração de Trump
Horas antes, o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos estão “libertando Cuba” e afirmou desconhecer o que acontecerá a seguir na ilha, sinalizando a continuidade da pressão diplomática sobre Havana.
A combinação da presença militar no Caribe e das acusações criminais contra Raúl Castro eleva o patamar das tensões entre Washington e o governo cubano.
Com informações de Metrópoles

