FORTALEZA – O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) anunciou neste sábado (16) sua pré-candidatura ao Governo do Ceará nas eleições de 2026. O pronunciamento ocorreu no Centro Educacional Evandro Ayres de Moura, no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, durante ato político que reuniu apoiadores e lideranças partidárias.
Ao lado da esposa e de correligionários, Ciro afirmou que convidará o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil) para ocupar a vaga de vice-governador em sua chapa. Também revelou que o deputado Capitão Wagner (União Brasil) deve disputar uma das vagas ao Senado, enquanto o pastor Alcides foi apontado como nome do PL para integrar a coligação.
Críticas à gestão estadual
Em discurso marcado por comentários duros à atual administração cearense, Ciro prometeu priorizar a segurança pública. Segundo ele, o número de delegados no estado não aumentou nos últimos dez anos, período em que, afirmou, “as facções tomaram conta do Ceará”. O pré-candidato declarou ainda estar “estudando muito” soluções para a saúde.
Aliança com PL e União Brasil
Questionado sobre aproximação com o PL, partido que já criticou, Ciro disse não ver contradição, alegando que “o colapso da segurança, da saúde e do desenvolvimento” exige união da oposição. Ele evitou comentar possíveis divisões de palanque caso o PL lance candidatura própria à Presidência.
Tasso relata recusa à disputa nacional
Antes de Ciro, o ex-governador e senador Tasso Jereissati (PSDB) relatou que o ex-ministro rejeitou convite do presidente nacional do partido para concorrer novamente ao Planalto, optando por retornar à disputa estadual. A oficialização da candidatura depende de convenção tucana marcada até agosto.
Ataques ao STF
Tanto na fala ao público quanto em entrevista, Ciro acusou o Supremo Tribunal Federal de “excessos” e disse que seus aliados ao Senado “irão reagir” à Corte.
Trajetória política
Ciro governou o Ceará entre 1991 e 1994, foi ministro da Fazenda de Itamar Franco, deputado federal mais votado do estado em 2006 e quatro vezes candidato à Presidência (1998, 2002, 2018 e 2022). Recentemente, rompeu politicamente com o irmão, o senador Cid Gomes (PSB), e voltou ao PSDB em 2025.
Se a candidatura for confirmada, Ciro deverá enfrentar o grupo atualmente no poder, liderado pelo governador Elmano de Freitas (PT) e pelo senador Camilo Santana (PT), com quem já dividiu a mesma aliança no passado.
Com informações de G1

