Brasília — A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra melhora na avaliação do governo federal e coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cenário de segundo turno, com 42% a 41%, quadro considerado empate técnico.
Assessores palacianos atribuem o resultado a três medidas recentes: o lançamento do programa de renegociação de dívidas Novo Desenrola Brasil — também chamado de “Desenrola 2.0” —, o encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, oficializada na terça-feira (12) por medida provisória.
Aprovação em segmentos-chave
Segundo a Quaest, Lula recuperou apoio sobretudo entre mulheres e eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos, públicos diretamente beneficiados pelo Novo Desenrola. No ato de lançamento do programa, o presidente ressaltou o papel feminino no orçamento familiar e vetou a participação dos inscritos em apostas on-line, tema que aparece como preocupação para o eleitorado feminino.
Entre católicos, Lula mantém vantagem; já no segmento evangélico, Flávio Bolsonaro segue ganhando terreno, o que ainda preocupa a equipe presidencial.
Percepção econômica
O levantamento indica que, desde a pesquisa anterior, aumentou a proporção de entrevistados que relatam ter visto mais notícias positivas do que negativas sobre o governo. A percepção sobre a economia também apresentou leve melhora.
Dentro do Palácio do Planalto, a aposta é de que a extinção da taxa sobre compras internacionais de baixo valor — popularmente chamada de taxa das blusinhas — contribua para manter o saldo favorável. A cobrança vinha sendo alvo de críticas e de um projeto de decreto legislativo articulado pela oposição.
Próximos passos
Apesar do cenário mais favorável, auxiliares de Lula avaliam que o aumento recente dos preços dos alimentos pode afetar a popularidade do governo. Para tentar conter possíveis impactos, o Executivo prepara medidas voltadas ao preço dos combustíveis, antes de um reajuste da gasolina que a Petrobras deve anunciar nos próximos dias.
Com informações de G1

