Brasília — A Comissão Executiva Nacional do PT decidiu, na terça-feira (12/5), suspender todas as deliberações do diretório fluminense sobre os suplentes da pré-candidatura de Benedita da Silva ao Senado e assumiu a prerrogativa de indicar os nomes para a chapa.
O placar foi de 19 votos favoráveis, nenhum contrário e três abstenções. Com isso, quaisquer decisões tomadas anteriormente pelo diretório estadual ficam sem efeito até nova definição da cúpula partidária.
Conflito interno
A intervenção agrava o embate entre a direção nacional e o grupo que comanda o PT do Rio, ligado ao ex-prefeito de Maricá Washington Quaquá. Em abril, o diretório estadual aprovara o vereador Felipe Pires e o cantor gospel Kleber Lucas como suplentes de Benedita. A deputada federal, porém, recusou os dois nomes e sugeriu o ex-presidente da Casa da Moeda Manoel Severino, indicado que sofreu resistência da ala de Quaquá.
Após a decisão de terça-feira, Quaquá enviou mensagens a um grupo de WhatsApp da direção petista criticando Severino e avisando que não apoiará mais a candidatura de Benedita.
“Já seria difícil eleger Benedita. Manoel Severino de suplente vai trazê-la à derrota e ainda gerar escândalo para a campanha do Lula e do Eduardo”, escreveu o ex-prefeito, referindo-se ao pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD). Ele também declarou que “o PT do Rio se retira da decisão”.
Justificativa oficial
No texto aprovado, a executiva nacional alegou a necessidade de “garantir a unidade partidária na construção de uma robusta chapa majoritária” no estado. O documento estabelece que somente a instância nacional poderá “indicar, definir e homologar” os dois suplentes de Benedita da Silva.
Contexto eleitoral
Benedita da Silva, ex-governadora do Rio, recebeu aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o Senado e deve integrar a chapa encabeçada por Eduardo Paes na eleição estadual deste ano.
A nova definição sobre os suplentes ainda não tem data para ser anunciada.
Com informações de Metrópoles

