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Paquistão planta 10 bilhões de árvores em três anos para restaurar florestas

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Islamabad – Em operação considerada histórica, o Paquistão concluiu o plantio de 10 bilhões de árvores em apenas três anos, iniciativa voltada a recuperar áreas degradadas e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Mobilização nacional

De acordo com relatório do International Institute for Environment and Development (IIED), a estratégia paquistanesa apostou na descentralização e no engajamento de comunidades rurais. Viveiros foram criados em várias províncias, agilizando a produção e a distribuição de mudas nativas para grandes extensões de terra.

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Etapas do programa

Fase 1 – Viveiros locais: implantação de centros comunitários para cultivo em massa.

Fase 2 – Geração de empregos: contratação de milhares de jovens desem­pregados como guardiões das florestas.

Fase 3 – Proteção ativa: adoção de legislação mais rígida contra o desmatamento para preservar as áreas restauradas.

Impacto econômico

O projeto impulsionou a chamada Economia Verde ao transformar o capital natural em ativo financeiro de longo prazo. Trabalhadores — apelidados de “zeladores da selva” — recebem salários governamentais para plantar, podar e proteger as novas florestas, injetando renda em regiões vulneráveis.

Entre os resultados destacados estão: renda direta para milhares de famílias, estímulo ao turismo ecológico, maior resiliência agrícola graças a solos mais férteis e posicionamento favorável do país no mercado internacional de créditos de carbono.

Benefícios ambientais

As novas áreas verdes funcionam como barreira contra ondas de calor, reduzindo em até 5 °C a temperatura em regiões densamente reflorestadas. As árvores também estabilizam o solo, diminuem erosão e ajudam a controlar inundações ao melhorar a absorção da água da chuva.

O retorno de espécies nativas de aves e pequenos mamíferos já foi registrado, sinalizando recuperação da biodiversidade.

Seleção de espécies

O programa priorizou variedades resistentes ao estresse hídrico e adequadas aos diferentes climas do país. Neem e eucalipto (em áreas controladas) foram escolhidos pela rapidez de crescimento e sombreamento, enquanto árvores frutíferas foram plantadas perto de vilarejos para reforçar a segurança alimentar.

Com uso de tecnologias de mapeamento, monitoramento rigoroso e pagamento direto aos trabalhadores, o Paquistão transformou o reflorestamento em política de Estado e referência para nações que enfrentam desafios climáticos semelhantes.

Com informações de Olhar Digital

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