O Ministério Público do Tocantins (MPTO) abriu um procedimento administrativo para verificar se o Estado possui estrutura e protocolos adequados para combater incêndios envolvendo carros elétricos e híbridos. A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e leva em conta a rápida expansão desse tipo de frota em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi.
Quem coordena
O promotor de Justiça João Edson de Souza comanda a apuração, que examina a capacidade técnica e material do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) diante das particularidades das baterias de íon-lítio, sujeitas ao fenômeno de fuga térmica e a risco de reignição.
Demandas feitas
Foram notificados o CBMTO, o Detran-TO e a Secretaria da Fazenda, que têm 15 dias para enviar informações sobre:
- existência de Protocolos Operacionais Padrão específicos para esse tipo de ocorrência;
- treinamento e disponibilidade de equipamentos de combate;
- dados atualizados sobre o crescimento da frota eletrificada;
- registro de atendimentos relacionados nos últimos três anos.
Contexto do risco
Em agosto, um carro elétrico pegou fogo enquanto era recarregado em residência de Palmas, evidenciando a necessidade de procedimentos diferenciados. Segundo a National Fire Protection Association (NFPA), baterias de lítio podem exigir até dez vezes mais água que um veículo a combustão, além de isolamento térmico prolongado.
Incentivos e desafios
No Tocantins, veículos elétricos e híbridos estão isentos de IPVA até 2027, o que impulsiona as vendas. Para o MPTO, a estrutura de resposta a emergências deve acompanhar esse avanço para evitar riscos a moradores e socorristas.
O procedimento seguirá em análise após o recebimento das informações solicitadas.
Com informações de Atitude Tocantins

