A OpenAI, conhecida pelo ChatGPT, pode entrar no mercado de dispositivos móveis com um smartphone próprio. A informação é do analista Ming-Chi Kuo, reconhecido por antecipar novidades da indústria de tecnologia.
Segundo Kuo, o projeto envolve parcerias com MediaTek e Qualcomm para a criação de um chip dedicado ao aparelho, enquanto a Luxshare participaria do co-design e da fabricação. O objetivo seria construir um celular cujo funcionamento se baseie em agentes de inteligência artificial, reduzindo a dependência de aplicativos tradicionais.
Nesse modelo, tarefas seriam executadas diretamente pela IA, contornando as restrições impostas por sistemas operacionais como Android e iOS. A integração mais profunda permitiria à OpenAI coletar dados de uso e entender melhor o comportamento dos usuários.
Modelo de operação
O smartphone combinaria processamento local com serviços em nuvem, reservando as tarefas mais complexas para servidores externos. A abordagem segue tendência já defendida por executivos do setor, como o CEO da Nothing, Carl Pei, que preveem a substituição gradual dos apps por interfaces de IA.
Prazos e próximos passos
Kuo afirma que especificações e cadeia de fornecimento devem ser definidas até o fim de 2026 ou início de 2027, com produção em larga escala prevista apenas para 2028. Antes disso, a OpenAI planeja lançar seu primeiro hardware no segundo semestre de 2026, conforme declarou o diretor global de assuntos corporativos da empresa, Chris Lehane. Relatos anteriores sugerem que esse produto inicial pode ser um fone de ouvido com design próprio.
O possível smartphone chegaria em um momento de forte expansão do ChatGPT, que se aproxima de um bilhão de usuários semanais, e poderia consolidar a presença da companhia no cotidiano dos consumidores.
Com informações de Olhar Digital

