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Tocantins lidera inadimplência no Brasil e expõe contraste regional, aponta Banco Central

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Dados divulgados pelo Banco Central referentes a dezembro de 2025 colocam o Tocantins no topo do ranking nacional de inadimplência entre pessoas físicas. O levantamento, analisado pelo economista Fernando Nakagawa, evidencia um desequilíbrio geográfico: enquanto estados do Norte e do Centro-Oeste enfrentam dificuldades para manter as contas em dia, Santa Catarina apresenta o menor índice de dívidas em atraso, com 3,9%.

Cenário agravado pelo desempenho do agronegócio

O alto nível de endividamento no Tocantins e em outros estados que formam a região do Matopiba — Maranhão, Piauí e Bahia, além do próprio Tocantins — está associado às recentes adversidades do setor agropecuário. Especialistas apontam que muitos produtores rurais recorrem a linhas de crédito para pessoa física a fim de financiar plantio e manutenção de safras. Quando o retorno é inferior ao previsto, o fluxo de caixa se desequilibra e o atraso nos pagamentos chega rapidamente às estatísticas bancárias.

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Cartão de crédito pressiona orçamentos

A modalidade que mais pesa sobre o orçamento das famílias continua sendo o cartão de crédito. Nos estados do Maranhão, Pará, Amazonas e Goiás, a taxa de atraso supera 10%. Isso significa que, a cada R$ 1.000 gastos no cartão, pelo menos R$ 100 não são quitados no prazo estipulado. Mesmo em polos econômicos como São Paulo, o índice de inadimplência nessa categoria beira 9%, agravado por juros que podem alcançar 400% ao ano.

Indicadores macroeconômicos não aliviam contas das famílias

O avanço da inadimplência ocorre em um momento de indicadores macroeconômicos considerados favoráveis — inflação controlada, recuo do desemprego e crescimento do PIB. Ainda assim, a percepção das famílias permanece negativa, pois dívidas acumuladas nos últimos anos impedem que a melhora nos números macro se traduza em alívio imediato no poder de compra.

A disparidade entre as regiões reforça o desafio de equilibrar o acesso ao crédito com condições sustentáveis de pagamento, sobretudo em áreas fortemente dependentes do agronegócio.

Com informações de Atitude Tocantins

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