O alecrim, conhecido pelas propriedades anti-inflamatórias, digestivas e analgésicas, exige atenção especial no cultivo para manter seus benefícios. O botânico Guilherme Ceolin alerta que a erva deve ficar longe de espécies que disputam muitos nutrientes ou atraem pragas.
Plantas que prejudicam o desenvolvimento
Segundo Ceolin, repolho, couve-flor, brócolis, cenoura e cebola não são bons vizinhos. Esses vegetais competem por recursos ou atraem pulgões, insetos que sugam a seiva e enfraquecem o alecrim, sobretudo em solos com excesso de matéria orgânica fresca. O funcho também merece cautela, pois pode reduzir o crescimento da planta.
Companhias recomendadas
Sálvia e tomilho são indicados para o plantio conjunto, já que compartilham necessidades semelhantes de solo e luminosidade.
Regras básicas de plantio
O especialista destaca dois fatores essenciais: drenagem e luz. O alecrim precisa de, no mínimo, seis horas diárias de sol pleno. O solo deve simular ambientes secos, com uma camada de areia misturada à terra para evitar acúmulo de água. Em regiões com chuva frequente, a rega quase não é necessária; em vasos, é fundamental evitar encharcar o substrato.
Poda correta
A poda deve acontecer logo após a floração, retirando os ramos que sustentavam as flores. A recomendação é usar tesoura afiada e realizar o corte em diagonal.
Aplicações no dia a dia
Além de temperar carnes e pães, o alecrim é empregado na medicina natural por suas propriedades anti-inflamatórias e antissépticas. A erva também perfuma ambientes na forma de óleos essenciais.
Com informações de Metrópoles

