A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O parecer, colocado em votação após sessão iniciada às 9h44 de sexta-feira (27) e encerrada às 1h14, teve 19 votos contrários e 12 favoráveis.
O que previa o relatório rejeitado
O documento recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas:
- Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva;
- os ex-ministros José Carlos Oliveira (governo Bolsonaro) e Carlos Lupi (atual gestão Lula);
- José Sarney Filho, ex-ministro do Meio Ambiente nos governos FHC e Michel Temer;
- o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE);
- o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Gaspar também sugeria que a Advocacia do Senado solicitasse à Justiça a prisão preventiva de Lulinha, alegando “indícios concretos” de risco de fuga.
Relatório alternativo não chegou a ser votado
Parlamentares governistas protocolaram um texto substitutivo propondo o indiciamento de 130 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), encerrou a reunião sem submetê-lo à análise.
Comissão termina sem documento aprovado
Sem consenso, a CPMI encerra seus trabalhos no prazo final previsto, neste sábado (28), sem aprovar um parecer conclusivo. Viana informou que distribuirá cópias do relatório rejeitado a órgãos de controle, como Supremo Tribunal Federal (STF) e Procuradoria-Geral da República (PGR).
Contexto da investigação
Criada em 2025 para apurar suspeitas de descontos irregulares em benefícios previdenciários, a CPMI foi instalada em 20 de agosto de 2025. Ao longo de seis meses, quebras de sigilo e oitivas de servidores, aposentados e representantes de entidades apontaram fragilidades no sistema do INSS. Tentativa de prorrogação dos trabalhos acabou barrada pelo Supremo Tribunal Federal, obrigando a conclusão até 28 de março de 2026.
Com informações de G1

