Levantamento realizado pela AtlasIntel em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, divulgado nesta sexta-feira (20), revela que 49,3% dos brasileiros defendem o impeachment imediato do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de suspeitas de ligação com o caso Banco Master.
Outros 33,7% afirmam que a abertura de processo de impeachment deve ocorrer apenas se o envolvimento de Toffoli no episódio for comprovado. Somados, os dois grupos representam 83% da população favorável a algum tipo de punição caso as suspeitas se confirmem. Apenas 12,8% se posicionam contra a medida.
Percepção de sigilo e confiança no STF
A pesquisa aponta que 80% dos entrevistados consideram excessivo o grau de sigilo que envolve o caso Banco Master, fator visto como prejudicial à confiança da sociedade no Judiciário. A desconfiança em relação ao STF atingiu 60%, recorde na série histórica do instituto, enquanto a confiança caiu para 34%.
Para 51% dos participantes, a análise do caso pelo Supremo não fortalece a democracia, e 47% não acreditam que o desfecho do processo vá aumentar a credibilidade dos ministros. Além disso, 70% avaliam que a Corte não trata todos os investigados de forma igual, independentemente de poder econômico ou político, e 59,5% julgam que a maioria dos ministros não demonstra competência ou imparcialidade nos julgamentos.
Diferença entre eleitorados
Entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, 86,9% apoiam o impeachment imediato de Toffoli. No grupo que votou em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice cai para 26,4%, enquanto 55,5% preferem aguardar provas antes de defender a destituição.
Imagem do ministro
Dias Toffoli registra atualmente a pior avaliação entre os integrantes do STF: 81% classificam sua imagem como negativa e apenas 9% como positiva, de acordo com o mesmo estudo.
Com informações de Gazeta do Povo

