A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro reiterou neste sábado (7) o pedido para ter acesso integral aos materiais coletados nos aparelhos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Compliance Zero. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, os advogados argumentam que somente com a íntegra dos dados técnicos — incluindo conteúdos extraídos, laudos periciais, registros de procedimentos e chaves de autenticação — será possível garantir o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa.
O objetivo, segundo a defesa, é permitir que um assistente técnico independente analise a prova digital “com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal”, além de verificar a licitude dos métodos usados na obtenção do material.
Conversas apontam encontros com autoridades
Mensagens já analisadas pela PF indicam que Vorcaro manteve reuniões, jantares e contatos com integrantes do alto escalão dos Três Poderes. Entre os diálogos recuperados, o banqueiro relata ter participado de uma reunião no Palácio do Planalto em dezembro de 2024 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e membros do governo para tratar de temas ligados ao sistema bancário, ocasião descrita por ele como “ótima e muito forte”.
Outras conversas mencionam encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em um desses registros, Vorcaro relata um jantar com empresários na residência oficial da Presidência da Câmara, além de reuniões informais em Brasília.
Investigação sobre vazamento
A divulgação de parte dos conteúdos localizados pela PF deverá ser investigada pela própria corporação, por determinação de Mendonça. A apuração diz respeito ao celular analisado na CPI do INSS. O ministro ressaltou que a quebra de sigilo não autoriza a publicização dos dados.
Não há prazo definido para que o STF decida sobre o novo pedido da defesa de Vorcaro.
Com informações de Gazeta do Povo

