O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT-PE), comunicou nesta quinta-feira (2/4) que não concorrerá mais ao cargo de deputado federal. Ele permanecerá no comando da pasta até o término do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em nota, a equipe do ministro informou que a decisão atendeu a um pedido direto do Palácio do Planalto, para que Wolney concentre esforços na “continuidade da missão de cuidar dos aposentados”.
O documento destaca que o titular da Previdência seguirá dedicado à redução das filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao combate rigoroso a fraudes no sistema. “Com foco na integridade do sistema, Wolney Queiroz reafirma seu compromisso com a gestão técnica e social da pasta”, diz o texto.
Contexto recente
Wolney está há menos de um ano no ministério. Ele assumiu o cargo após a saída de Carlos Lupi, que deixou o posto em meio à pressão gerada pela Operação Sem Desconto. Deflagrada em abril de 2025 pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, a investigação identificou movimentações milionárias e entidades de fachada que faziam descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas desde 2019.
Trajetória política
Nascido em 12 de dezembro de 1972, em Caruaru (PE), Wolney Queiroz Maciel é filho do ex-prefeito José Queiroz de Lima, uma das principais lideranças do PDT no município. Filiado ao partido desde 1992, foi eleito vereador de Caruaru no ano seguinte e chegou à vice-presidência da Câmara Municipal.
Aos 21 anos, conquistou seu primeiro mandato como deputado federal, cargo que exerceu por seis legislaturas consecutivas. Em 2022, tentou retornar à Câmara, mas não se elegeu.
Com a desistência da candidatura neste ano, Wolney reafirma que ficará à frente do Ministério da Previdência Social até 31 de dezembro de 2026, último dia do atual mandato presidencial.
Com informações de Metrópoles

