O Senado aprovou, em votação secreta realizada na quarta-feira, 12 de novembro de 2025, a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos. O placar foi de 45 votos favoráveis e 26 contrários, superando o mínimo de 41 necessários.
Mais cedo, Gonet enfrentou uma sabatina tensa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e obteve 17 votos a 10. Em uma sabatina anterior, ele já havia recebido 23 votos a favor e quatro contra.
Indicado inicialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, o procurador-geral foi aprovado à época por 65 votos a 11 no plenário. Agora, retorna ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) para o segundo mandato consecutivo.
Durante a sabatina desta quarta-feira, senadores questionaram Gonet sobre temas como anistia, foro privilegiado, voto impresso e impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que o órgão “não faz denúncias precipitadas” e ressaltou a condução “estritamente técnico-jurídica” das investigações.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indagou se o procurador não sentia “vergonha” por supostamente agir em conluio com o STF. Gonet respondeu que suas manifestações permanecem restritas aos autos, sem vazamentos que prejudiquem a imagem ou a presunção de inocência dos investigados.
Imagem: Geraldo Magela
À frente da PGR, o procurador conduz as denúncias apresentadas ao STF contra os réus da suposta tentativa de golpe de Estado. Nas alegações finais, ele apontou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como “principal articulador” e “maior beneficiário” do movimento que buscava romper a ordem democrática.
Com a decisão do Senado, Paulo Gonet permanece no comando do Ministério Público Federal até 2027.
Com informações de Gazeta do Povo

