Um estudo divulgado pela revista Nature sugere que a persistência dos canhotos ao longo da história humana decorre de um mecanismo chamado seleção dependente de frequência. Segundo a pesquisa, características raras podem oferecer benefícios específicos, garantindo que não sejam eliminadas pela evolução.
Como a estratégia funciona
Pela teoria, quanto menor a frequência de uma característica em um grupo, maior poderá ser a vantagem associada a ela. No caso dos canhotos, a raridade cria um fator surpresa em interações sociais, esportivas ou de confronto, onde a maioria das pessoas está habituada a lidar com destros. Esse elemento inesperado aumenta as chances de sucesso dos canhotos nessas situações.
Equilíbrio populacional
Os autores destacam que a vantagem, ainda que modesta, impede que a característica desapareça. Dessa forma, a evolução estabelece um equilíbrio estável entre destros e canhotos que se mantém há milhares de anos e tende a permanecer no futuro.
Com informações de Olhar Digital

