O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) iniciou a implantação do ReintegraCINE, projeto que prevê exibição de filmes, séries e outros conteúdos audiovisuais em todas as cinco penitenciárias federais de segurança máxima do país. A medida alcança detentos considerados de alta periculosidade, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), e Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, ligado ao Comando Vermelho (CV).
Quem será beneficiado
Entre os presos que poderão assistir às sessões estão:
- Marcola e Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Joias), detidos no Presídio Federal de Brasília;
- Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, recolhido na Penitenciária Federal de Mossoró (RN);
- Marcinho VP, transferido para unidade de segurança máxima em 2007 e atualmente no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande (MS).
Conteúdo permitido
A programação, definida pelo Depen, deverá se enquadrar em faixas etárias livre, 10 anos ou 12 anos. São autorizadas produções culturais, educativas, documentais, animações, ficções sem violência, musicais e jogos recreativos. Estão vetados títulos que contenham violência, nudez, sexo explícito, consumo de drogas, apologia a crimes ou detalhes de táticas policiais e militares.
Exibição controlada
Os televisores ficarão instalados fora das celas e serão operados exclusivamente por policiais penais federais. O acesso ao streaming será restrito ao endereço IP dos aparelhos, impedindo conexão direta dos detentos à internet. Em caso de dúvida sobre a adequação de um título, o material deverá ser avaliado pela Divisão de Segurança e Disciplina de cada unidade.
Investimento e cronograma
O governo federal investirá R$ 85,4 mil na compra de 40 smart TVs de 50 polegadas, resolução 4K e acesso à internet. Cada aparelho custará R$ 2.135 e cada presídio — Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR) — receberá oito unidades. A entrega dos equipamentos deve ser concluída até fevereiro de 2026.
Com informações de Metrópoles

