O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira, 10 de abril, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “está ameaçando todo mundo”. A fala ocorreu durante visita ao novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo.
“O mundo está difícil. O Trump está aí ameaçando todo mundo. Trump não sabe o que é um pernambucano. Senão ele não vai fazer ameaça nunca aqui. Se ele soubesse da minha descendência com Lampião ele tomava muito cuidado. Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso ele não brigaria com o Brasil. De qualquer forma, não queremos guerra. Queremos paz”, afirmou Lula diante de estudantes e autoridades locais.
Contexto internacional
No mesmo dia, Trump elevou o tom contra o Irã, dizendo que o país “só está vivo hoje para negociar” e ameaçando reagir caso as conversas fracassem. Representantes norte-americanos e iranianos têm encontro marcado para sábado, 11 de abril, no Paquistão, em meio a um cessar-fogo que Teerã diz já ter sido violado por rivais, inclusive Israel.
Lula reiterou que o Brasil busca manter relações pacíficas. “Queremos paz. Nós queremos ter acesso à cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Só queremos coisa boa. Quem quiser guerra, vai para o outro lado do planeta porque aqui somos a terra de paz e do amor”, disse.
Contato entre Lula e Trump
Em 26 de janeiro, os dois presidentes conversaram por telefone e combinaram um encontro em Washington. A visita, inicialmente prevista para março, permanece sem data definida devido ao agravamento da guerra no Oriente Médio e a dificuldades para fechar a pauta bilateral.
Parceria contra o crime organizado
Sem previsão para a reunião na Casa Branca, o Ministério da Fazenda informou que finaliza uma parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection (CBP). O Projeto MIT (Mutual Interdiction Team) pretende integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.
Posicionamento do Itamaraty
Na quarta-feira, 8 de abril, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota saudando o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, pedindo que as partes evitem “ações de natureza militar ou retórica” e defendendo a inclusão do Líbano no acordo sobre o Estreito de Ormuz, rota de aproximadamente 20% do petróleo mundial.
Com informações de G1

