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Haddad defende Galípolo após críticas de Gleisi sobre manutenção da Selic em 15%

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, “está fazendo um bom trabalho” à frente da autoridade monetária. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil, dois dias depois de a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15% ao ano.

Haddad destacou a proximidade que tem com Galípolo, ex-secretário-executivo da Fazenda, e elogiou iniciativas conduzidas pelo Banco Central. “Do ponto de vista de procedimentos, ele está coibindo abusos do sistema financeiro. Refiro-me, por exemplo, à regulação de fintechs e à mudança no crédito imobiliário”, afirmou.

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A taxa básica de juros permanece no maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Na semana anterior, Haddad já havia dito que votaria por um corte, caso presidisse o BC, e reiterou haver “margem” para redução. Segundo o ministro, executivos de bancos ouvidos por ele na manhã desta segunda-feira, durante reunião com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), compartilham a mesma visão.

Gleisi Hoffmann, em entrevista ao Estadão/Broadcast na sexta-feira, 7, declarou que Galípolo “deixou a desejar” por, segundo ela, não levar em conta os indicadores econômicos atuais. A ministra citou crescimento do Produto Interno Bruto, geração de empregos e inflação sob controle — ainda que acima da meta de 3% — para questionar a manutenção de uma política monetária “tão restritiva”.

Haddad ponderou que o Banco Central “é mais do que a Selic” e envolve diversas outras atribuições, mas reforçou que decisões sobre juros cabem exclusivamente à autarquia. “As pessoas manifestam suas opiniões: mercado, setor produtivo, classe política, analistas. Quem decide é o BC”, disse.

No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também pressionou pela queda dos juros, afirmando que o governo prepara “uma política monetária mais séria” e que o Banco Central “vai precisar começar a baixar o juro”.

Com informações de Gazeta do Povo

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