Políticos e entidades ligadas à direita contestam a presença de cantores e atores em manifestações contra a anistia marcadas para este domingo, 21 de setembro de 2025, em diversas capitais brasileiras. O foco das críticas recai sobre Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque, nomes que apoiaram a anistia durante a redemocratização ao fim da ditadura militar, em 1979.
Críticas de parlamentares
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, publicou no X uma ilustração de Caetano Veloso e classificou o artista como “comunista hipócrita”. O PL trabalha para que o projeto de anistia aprovado no Congresso beneficie condenados pelos atos de 8 de janeiro e atinja também o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo), embaixador do partido, também criticou o trio da MPB. Segundo ele, o projeto de lei da anistia pode ser “enterrado” sob a relatoria do deputado Paulinho da Força (Solidariedade). “A esquerda e os artistas que enchem os bolsos com a Lei Rouanet vão às ruas hoje contra a anistia”, escreveu.
Posicionamento de advogados
O movimento Advogados de Direita Brasil divulgou nota na qual acusa os artistas de se alinharem a uma “justiça seletiva movida por perseguição ideológica”. A entidade lembrou que a Lei da Anistia de 1979 abrangeu opositores, jornalistas, sindicalistas e agentes públicos.
“Os mesmos que receberam a generosidade do Estado agora recusam anistia a homens e mulheres comuns, muitos sem armas e submetidos a processos ilegítimos”, diz o texto. Para o grupo, a anistia deve ser entendida como gesto de “reparação e pacificação nacional”, repetindo o que ocorreu na transição democrática.
Imagem: Rafael Fantin
A nota critica ainda o que chama de “penas desproporcionais, violações processuais e prisões preventivas intermináveis” impostas a réus do 8 de janeiro e acusa opositores da anistia de agirem com “memória curta e conveniência longa”.
Com informações de Gazeta do Povo

