O perfil oficial da Casa Branca no X (antigo Twitter) foi alvo de críticas e brincadeiras após publicar, na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caminhando em uma paisagem nevada ao lado de um pinguim. A montanha de gelo ao fundo fazia referência à Groenlândia.
A foto foi acompanhada de bandeiras dos Estados Unidos e da Groenlândia, além da legenda em inglês “Embrace the penguin” (“Abrace o pinguim”). Rapidamente, usuários apontaram um erro elementar: pinguins não vivem no Ártico, região que inclui a Groenlândia, situada no Hemisfério Norte. Essas aves são encontradas apenas no Hemisfério Sul, predominantemente na Antártida.
Os comentários ironizaram o equívoco geográfico. “Vocês não sabiam que pinguins não vivem no Ártico, só na Antártida?”, escreveu um internauta. Outro perguntou: “Peraí, vocês estão tentando roubar a Antártida também?”. A publicação atingiu cerca de 8 milhões de visualizações e acumulou milhares de respostas no mesmo tom.
Fauna da Groenlândia
Especialistas reforçaram que a ilha tem fauna terrestre restrita: aproximadamente 80% do território permanece encoberto por gelo, e apenas nove espécies de mamíferos vivem ali naturalmente, como ursos-polares, bois-almiscarados, renas, raposas-do-ártico, lebres-do-ártico, além de animais menos comuns, caso do lobo-do-ártico e do lemingue-de-colarinho. Não há registro de pinguins.
Importância estratégica
A Groenlândia é um território autônomo sob soberania da Dinamarca. Embora administre assuntos internos, delega defesa e política externa a Copenhague. A localização no Ártico faz da ilha uma peça estratégica para os Estados Unidos, que mantêm bases militares na região. Tanto EUA quanto Groenlândia fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por meio do Reino da Dinamarca.
Gafe recente em Davos
O deslize não foi o primeiro envolvendo Washington e a ilha. Em 21 de janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Donald Trump confundiu diversas vezes a Groenlândia com a Islândia ao comentar assuntos da Otan e chegou a atribuir uma queda na bolsa norte-americana à Islândia, quando pretendia mencionar a Groenlândia.
As declarações reforçam o interesse declarado da atual administração em ampliar a presença norte-americana no Ártico e, especificamente, na Groenlândia.
Com informações de Metrópoles

