O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta sexta-feira (3) que “quem defende a ditadura não devia nem ser candidato”. A declaração foi feita durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília, no qual o político apresentou um balanço de sua gestão à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Alckmin está de saída da pasta para integrar a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa ao Palácio do Planalto em 2026. Ao criticar a defesa de regimes autoritários, ele mencionou indiretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato de oposição.
Questionado sobre pesquisas que apontam Flávio Bolsonaro à frente de Lula em intenções de voto, o vice-presidente minimizou os números. “Pesquisa é momento”, disse. “O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha. Vai poder comparar governos: democracia, nós salvamos a democracia, versus ditadura, autoritarismo.”
Alckmin também comentou o lançamento do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), como pré-candidato. Para ele, é “natural” que, em um sistema com mais de 30 partidos, vários nomes se apresentem. “Dificulta a governabilidade; tem de ter menos partidos”, avaliou, citando a cláusula de barreira como forma de reduzir o número de legendas.
O vice-presidente relatou ter ficado “honrado” com o anúncio público de Lula sobre sua recondução à chapa, feito durante reunião ministerial na terça-feira (31). “Ele não falou que ia anunciar, mas me senti honrado. Vamos suar a camisa. Campanha é um ato de amor ao país, amor ao povo”, concluiu.
Com informações de G1

