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Parlamento iraniano adverte EUA sobre “consequências devastadoras” em caso de retomada da guerra

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Teerã, 23 de maio — O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste sábado (23/5) que o país “não abrirá mão de seus direitos” e alertou Washington para efeitos “mais devastadores e amargos” caso os Estados Unidos voltem a atacar o território iraniano.

Encontro com chefe do Exército paquistanês

A declaração foi dada durante reunião em Teerã com o comandante do Exército do Paquistão, general Asim Munir. O militar paquistanês cumpre agenda na capital iraniana em meio a esforços de mediação para impedir nova escalada no Oriente Médio.

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Segundo veículos internacionais, Ghalibaf ressaltou que as Forças Armadas iranianas reforçaram sua capacidade militar durante o atual cessar-fogo.

Paquistão atua como intermediário

Na sexta-feira (22/5), Munir encontrou-se também com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e com o chanceler Abbas Araghchi. Desde o início da guerra, Islamabad transmite mensagens entre Teerã e Washington, ocupando papel central nas negociações.

Proposta rejeitada pelos EUA

Os contatos diplomáticos ganharam urgência após os Estados Unidos recusarem, na semana passada, um plano iraniano para encerrar o conflito. O site Axios informou que a proposta foi entregue por meio do Paquistão, mas a Casa Branca considerou as condições insuficientes.

Logo depois, o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou retomar ataques contra alvos iranianos se as conversas fracassarem e Teerã mantiver o controle do estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo mundial.

Mobilização interna

Em resposta às pressões, o governo iraniano iniciou campanha de mobilização popular e anunciou novos esforços para fortalecer suas defesas, elevando o tom das declarações oficiais sobre um possível reinício dos combates.

Ofensiva de fevereiro

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ofensiva contra instalações militares e nucleares iranianas. A ação resultou na morte do então líder supremo Ali Khamenei e de membros da alta cúpula do regime, gerando crise política em Teerã.

Washington e Tel Aviv afirmam que o objetivo era conter o programa nuclear iraniano e reduzir a capacidade de produção de mísseis. O Irã nega intenção de desenvolver armas nucleares e promete reagir a qualquer agressão.

As negociações seguem sem avanço definitivo, enquanto o Irã reforça o discurso de resistência e os Estados Unidos mantêm a possibilidade de retomar operações militares.

Com informações de Metrópoles

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