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Câmara recebe hoje primeira versão da PEC que elimina escala 6×1

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A proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 inicia nesta segunda-feira, 18 de maio, uma fase decisiva na Câmara dos Deputados. O relator do texto, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve entregar a primeira versão do substitutivo após reunião com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e representantes do governo federal.

Cronograma de votação

O plano de trabalho do relator prevê:

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  • Leitura do parecer na comissão especial na quinta-feira, 21 de maio;
  • Concessão de vista coletiva até 26 de maio;
  • Votação no colegiado em 26 de maio;
  • Análise em plenário a partir de 27 de maio.

Pontos já consensuados

  • Jornada máxima de 40 horas semanais;
  • Limite de 8 horas diárias;
  • Dois dias de descanso remunerado;
  • Vedação a redução salarial;
  • Fortalecimento de convenções coletivas.

Questões ainda em debate

  • Duração e formato do período de transição;
  • Obrigatoriedade de folgas consecutivas;
  • Eventual apresentação de projetos de lei específicos por setor.

Transição e punições

Parlamentares próximos a Prates defendem uma adaptação gradual de dois a cinco anos. O Palácio do Planalto, porém, avalia que o mercado pode absorver imediatamente a redução de quatro horas na jornada semanal prevista hoje na Constituição.

Para evitar perdas de salário, o relator pretende incluir dispositivo que retira benefícios e regras de transição das empresas que descumprirem a nova jornada.

Folgas e negociação coletiva

O Executivo sugere dois dias de descanso consecutivos — preferencialmente sábado e domingo —, mas Prates busca maior flexibilidade para negociação entre empregadores e trabalhadores.

O relatório também deve abrir espaço para modelos alternativos, como a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de folga), defendida em projeto da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) que tramitou na Comissão de Trabalho em 2025.

Projeto de lei complementar

Na última semana, Hugo Motta fechou acordo com a base governista para que, além da PEC, avance o projeto de lei enviado em abril pelo Planalto. A ideia é detalhar regras específicas por ramo de atividade sem inserir particularidades no texto constitucional, medida que deve reduzir resistências durante a votação em plenário.

O relator mantém conversas com deputados governistas e da oposição na tentativa de chegar a um texto de consenso antes da apreciação final.

Com informações de Metrópoles

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