Ser enganado na internet ou pelo celular é a maior preocupação de segurança da população brasileira. Levantamento divulgado neste domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Datafolha mostra que 83,2% dos entrevistados receiam sofrer fraudes financeiras no ambiente digital.
Principais temores
O medo de golpes virtuais praticamente empata com o de assaltos à mão armada (82,3%) e o de morrer durante um roubo (80,7%). A pesquisa listou ainda outras situações que despertam insegurança:
• Ter o celular furtado ou roubado: 78,8%
• Ser roubado ou assaltado na rua: 78,6%
• Ser vítima de bala perdida: 77,5%
• Ter a residência invadida ou arrombada: 76,1%
• Ser assassinado: 75,1%
• Sofrer agressão sexual: 66,2%
• Perder joias ou aliança arrancadas em assalto: 65,3%
• Ser agredido por motivos políticos: 59,6%
• Circular pelo bairro após o anoitecer: 47,6%
• Sofrer agressão física do parceiro ou ex: 42,2%
Crimes mais comuns no último ano
Os golpes digitais também lideram o ranking de crimes efetivamente sofridos nos 12 meses anteriores à pesquisa: 15,8% da população com 16 anos ou mais – cerca de 26,3 milhões de pessoas – perderam dinheiro via internet ou celular. Em seguida aparecem:
• Ter familiar ou conhecido assassinado: 13,1%
• Fraude ou desvio em aplicativos bancários ou PIX: 12,4%
• Bala perdida contra si ou conhecido: 9,7%
• Celular furtado ou roubado: 8,3%
• Roubo ou assalto na rua: 6,5%
• Familiar ou conhecido morto em assalto: 6,2%
• Roubo à mão armada: 3,8%
• Agressão por parceiro íntimo ou ex: 3,8%
• Residência invadida ou arrombada: 3,6%
• Agressão física por motivação política: 2,2%
• Roubo de joias ou aliança: 1,7%
• Agressão sexual: 1,4%
Recorte por classe social e porte do município
A vitimização digital cresce conforme a renda: 21,8% nas classes A/B, 16,3% na classe C e 10,2% nas classes D/E. O problema também é mais frequente em grandes centros urbanos, com 19,2% de vítimas em cidades com mais de 500 mil habitantes contra 12,7% em municípios de até 50 mil moradores.
Subnotificação
O estudo aponta que só 8,2% dos casos de fraude digital chegam a ser registrados como estelionato em boletins de ocorrência, o que, segundo o relatório, alimenta a sensação de impunidade e diminui a confiança nas instituições.
Metodologia
A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Com informações de G1

