Um grupo formado por 18 autores brasileiros participa, neste ano, da tradicional Feira do Livro de Lisboa. A viagem integra o projeto Viagem às Nascentes da Língua Portuguesa, iniciativa que pretende reforçar a circulação de livros em português e criar pontes entre os mercados editoriais de Brasil e Portugal.
Além de apresentar suas obras ao público português, o coletivo quer ampliar o debate sobre barreiras alfandegárias e fiscais que ainda dificultam o envio de publicações entre os dois países. “Queremos defender a livre circulação do livro em língua portuguesa”, afirma Tagore Alegria, responsável pela coordenação do projeto e filho do idealizador, o editor português Victor Alegria.
Delegação de autores
Compõem a delegação os escritores Fernanda Campos, Rafaela Campos, Guilherme Braga, Felícia Braga, Lívia Borges, Marcos Vinhal Campos, Marcos Araújo, Luana Borges, Mario Freitas, Cristiane Freitas, Janaina Parente, Elinete Miller, Antovila Lima, Vital Fagundes, Ronaldo Vila Real, Alexandre Lobão, Marcelo Sampaio e Maria Lucia Torres. Para Marcos Vinhal Campos, a presença coletiva abre novas oportunidades de divulgação: “Estamos todos muito animados”.
Origem do projeto
Criado pelo editor lusitano Victor Alegria, de 90 anos, o Viagem às Nascentes da Língua Portuguesa nasceu sem patrocínio, sustentado apenas por esforços pessoais. Radicado no Brasil desde que deixou Portugal durante a ditadura salazarista, Alegria dedicou mais de seis décadas ao mercado livreiro — muitas vezes importando títulos portugueses sem retorno financeiro. “O objetivo sempre foi cultural”, lembra.
A participação na Feira do Livro de Lisboa marca mais um passo da iniciativa, que busca aproximar escritores, editoras, universidades e bibliotecas de diferentes países lusófonos, fortalecendo a presença da literatura brasileira no exterior.
Com informações de Metrópoles

