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Lula vai a Washington para se reunir com Trump; crime organizado e investigação sobre o PIX dominam agenda

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, para os Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente Donald Trump na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira (7). O objetivo principal é retomar o diálogo comercial, interrompido por tarifas e incertezas recentes, e discutir temas como combate ao crime organizado e a investigação norte-americana sobre o PIX.

Normalização comercial e investigação sobre o PIX

Em abril, Washington abriu investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, alegando práticas desleais do Brasil em relação ao PIX e ao etanol. As autoridades norte-americanas afirmam que exportadores dos EUA enfrentam barreiras históricas no mercado brasileiro. Lula, porém, tem reiterado que “ninguém” imporá mudanças ao sistema de pagamentos instantâneos. Diplomatas brasileiros trabalham para alcançar um entendimento e evitar escalada de tensões.

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Cooperação no combate ao crime organizado

Proposta por Lula em telefonema a Trump em dezembro passado, a cooperação bilateral prevê:

  • bloqueio, nos EUA, de ativos ilícitos pertencentes a criminosos brasileiros;
  • ações contra o tráfico internacional de armas que abastece facções como PCC e Comando Vermelho.

Os Estados Unidos sugeriram que o Brasil receba em seus presídios estrangeiros detidos em território norte-americano, proposta rejeitada por Brasília. Washington também discute classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o que permitiria medidas unilaterais, inclusive o uso de força. Para demonstrar empenho interno, o governo brasileiro pretende lançar na próxima semana o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com operações federais e estaduais para retomar áreas sob domínio de facções e endurecer regras no sistema prisional.

Minerais críticos e terras raras

O Brasil, detentor da segunda maior reserva mundial desses insumos, busca manter controle nacional sobre a exploração e recusa, até o momento, aderir à aliança internacional proposta pelos EUA. Brasília quer parcerias que garantam transferência de tecnologia e desenvolvimento industrial. Um acordo firmado entre o governo de Goiás e autoridades norte-americanas, considerado sem validade jurídica pela União, deve ser mencionado nas conversas.

Temas geopolíticos

No encontro, Lula também pretende:

  • obter informações sobre a prisão, pelos EUA, do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, classificada pelo Brasil como violação do direito internacional;
  • tratar da crise humanitária em Cuba;
  • criticar a escalada de conflitos no Oriente Médio, após ataques norte-americanos ao Irã, e defender solução multilateral no âmbito da ONU.

Contexto político e eleições brasileiras

Interlocutores de Lula afirmam que a reunião servirá mais como ponto de partida do que de conclusão para novos acordos. O presidente brasileiro buscará que Trump adote postura neutra na disputa presidencial de outubro, evitando apoio explícito ao pré-candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL). O Palácio do Planalto avalia explorar o encontro na campanha para reforçar a imagem de Lula como líder capaz de dialogar com diferentes espectros políticos.

A viagem foi acertada após um telefonema de 50 minutos entre os dois presidentes em 26 de janeiro. Inicialmente prevista para março, a agenda foi adiada pela guerra no Oriente Médio. Desde então, episódios como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e a prisão do deputado Alexandre Ramagem adicionaram tensão à relação bilateral.

Com informações de G1

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