O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou publicamente que se considera “vermelho” e fez críticas aos que chamou de “azuis” durante cerimônia institucional sobre a Justiça do Trabalho realizada em 1º de maio, em Brasília. A fala foi repercutida nesta segunda-feira (3).
No discurso, Mello Filho explicou que, embora “não exista juiz azul ou vermelho”, a expressão serviria para diferenciar, segundo ele, magistrados e demais atores que atuam “por causa” daqueles que atuariam “por interesse”. Ao incluir-se no primeiro grupo, o ministro declarou: “Nós, vermelhos, temos causa. Não temos interesse. (…) Nós vamos estar lá lutando o tempo todo na defesa da nossa instituição, porque as pessoas vulneráveis desse País precisam de nós. E a Constituição nos dá o poder para isso.”
O presidente do TST ainda associou os “azuis” a defensores de interesses econômicos e argumentou que a Justiça do Trabalho deve funcionar como contraponto ao que definiu como “capitalismo selvagem e desenfreado”. Para ele, o tribunal tem papel regulador das relações entre empresas e trabalhadores e não deve se limitar à aplicação estrita da lei, mas atuar para conter abusos nas relações de trabalho.
Mello Filho encerrou o pronunciamento reiterando que não se preocupa com críticas de quem considera adversário da Justiça do Trabalho, reforçando a promessa de manter uma “missão permanente” em defesa da instituição e dos trabalhadores mais vulneráveis.
Com informações de Gazeta do Povo

