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Setor teme nova alta para 35% no imposto de pneus importados e cita risco de monopólio

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O Comitê de Alterações Tarifárias (CAT) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) avalia pedido da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) para elevar a alíquota de importação de pneus de automóveis de 25% para 35% ainda em 2026. Caso seja aprovado, o tributo mais que dobrará em menos de dois anos — em outubro de 2024, a taxa era zero; passou a 16% naquele mês e foi reajustada para 25% em 2025.

Impacto direto no preço

Simulação apresentada por Ricardo Alípio, presidente da Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP), mostra que um pneu com preço-base de R$ 500 custava R$ 580 após o aumento para 16% em 2024 e subiu para R$ 625 com a tarifa atual de 25%. Se a alíquota chegar a 35%, o valor pode alcançar R$ 675. Com impostos indiretos e logística, a alta ao consumidor pode superar 20%, de acordo com a entidade.

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Categoria sem produção nacional

Importadores reclamam que a cobrança seria aplicada de forma uniforme, inclusive sobre modelos que não são fabricados no Brasil, como os de aro 13 e 14. Esses tamanhos, utilizados principalmente em veículos com mais de cinco anos de uso, representam parcela relevante da frota nacional e dependem de fornecedores externos.

“Quando o produto não é produzido aqui, a tarifa não protege a indústria local; ela apenas restringe oferta e encarece o pneu”, afirma Alípio.

Demanda aquecida, competitividade em debate

Dados da Fenabrave indicam crescimento de cerca de 15% nas vendas de automóveis e comerciais leves no primeiro trimestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025. Para a ABIDIP, os números mostram que não há falta de mercado para a produção doméstica, mas sim desafio de competitividade frente a fabricantes asiáticos que avançaram em tecnologia e escala.

Custos adicionais e cenário geopolítico

A escalada de tensões no Oriente Médio, com possível restrição no Estreito de Ormuz, pressiona fretes marítimos e seguros. Como a importação de pneus depende dessa logística, o setor já sente aumento de custos. A ABIDIP alerta que a combinação entre tarifa maior e frete caro poderá impactar motoristas de aplicativo, taxistas e frotistas, além de estimular o uso de pneus desgastados, elevando o risco nas estradas.

Pleito do setor de importação

A entidade defende retorno do imposto ao patamar de 16%, considerado suficiente para manter arrecadação sem comprometer a concorrência. “Subir a tarifa repetidamente cria ambiente protegido e concentração de mercado, afastando inovação e prejudicando o consumidor”, conclui Alípio.

Com informações de Atitude Tocantins

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