Hannover (Alemanha), 20/4 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira que países europeus e o setor privado atuem para transformar em permanente a aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, prevista para começar em 1º de maio nos Estados que já concluíram a ratificação interna.
“Precisamos que os setores favoráveis ao acordo falem mais alto do que aqueles que se opõem, sobretudo na Europa”, afirmou Lula durante a 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado na Feira de Hannover, maior exposição mundial de tecnologia e inovação industrial, da qual o Brasil é país parceiro nesta edição.
Maior pacto entre blocos econômicos
Negociado por mais de 20 anos, o tratado estabelece uma zona de livre comércio entre nações sul-americanas e europeias, com redução ou eliminação de tarifas sobre diversos produtos. Segundo o presidente, o pacto é “instrumento essencial” para ampliar o comércio e trazer benefícios a trabalhadores, empresas e consumidores em um cenário global “turbulento e incerto”.
O Brasil concluiu o processo de ratificação em março. Uma vez em vigor, o acordo criará, de acordo com o governo, um mercado de quase 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.
Repercussão alemã
No domingo (19/4), durante a abertura da Feira de Hannover, o chanceler alemão, Friedrich Merz, celebrou a entrada em vigor provisória do acordo e destacou que a parceria formará um dos maiores mercados consumidores do planeta, com mais de 700 milhões de habitantes.
Lula reforçou que a iniciativa deve impulsionar comércio, investimentos e geração de empregos, além de fortalecer cadeias de suprimentos por meio de maior integração produtiva.
As primeiras disposições do tratado passam a valer em 1º de maio para os países que já completaram seus trâmites internos de aprovação.
Com informações de Metrópoles

