Brasília, 18 de abril de 2026 – Os governos de Brasil, Espanha e México divulgaram neste sábado (18) um comunicado conjunto em que cobram respeito à soberania de Cuba e prometem ampliar o envio de ajuda humanitária ao país caribenho.
A nota, distribuída pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro, não menciona diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nos últimos dias, porém, Trump declarou que, após ações militares na Venezuela e no Irã, “Cuba é a próxima”.
Apelo ao direito internacional
“À luz da evolução da situação em Cuba e das circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano, os governos de Brasil, Espanha e México reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas”, diz o texto.
Crise energética e falta de alimentos
Cuba vive agravamento da crise energética, com apagões frequentes, escassez de combustível e relatos de desabastecimento de alimentos. Diante desse cenário, o comunicado expressa “profunda preocupação com a grave crise humanitária” e reafirma o compromisso dos três países em “intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano”.
Diálogo entre Cuba e Estados Unidos
O documento também apoia negociações iniciadas entre Havana e Washington. Segundo Brasil, Espanha e México, é necessário um diálogo “sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional” para que se alcance “uma solução duradoura” e se criem condições para que “o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade”.
Declarações de Lula
Durante evento sobre democracia em Barcelona, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou líderes que “ameaçam o mundo” e fazem guerra. Sem citar nomes, Lula afirmou: “Não podemos acordar e dormir todos os dias com um tweet de um presidente ameaçando o mundo”. O chefe de Estado brasileiro voltou a questionar a eficácia do Conselho de Segurança da ONU, que, em sua visão, está “paralisado” porque alguns de seus membros permanentes participam de conflitos.
O comunicado dos três governos encerra-se reafirmando o compromisso com o direito internacional e com ações para apoiar a população cubana diante da atual crise.
Com informações de G1

