O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou neste sábado, 28 de março de 2026, que o Brasil seguirá apoiando a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mesmo após o governo do Chile retirar seu endosso oficial.
Por meio de publicação em suas redes sociais, Lula destacou que o apoio brasileiro permanece alinhado ao do México e elogiou a trajetória de Bachelet, descrevendo-a como “altamente qualificada” para liderar a organização. O presidente ressaltou a experiência internacional da candidata, lembrando seu mandato como alta comissária da ONU para Direitos Humanos e seus dois períodos na Presidência do Chile.
Processo de sucessão na ONU
A disputa para suceder o atual secretário-geral, António Guterres, começou formalmente em novembro de 2025, quando a ONU abriu o período para indicações. A escolha deverá ocorrer ao longo de 2026, com a definição prevista para o segundo semestre. O novo secretário-geral assume o posto em 1º de janeiro de 2027.
Retirada de apoio do Chile
A decisão do Brasil ocorre dias após o governo chileno, agora liderado por José Antonio Kast, anunciar que não manterá o apoio à candidatura de Bachelet. O endosso inicial havia sido apresentado em fevereiro, durante a gestão do então presidente Gabriel Boric, em uma ação conjunta de Chile, Brasil e México.
A mudança de posição em Santiago reflete a guinada política à direita no país e um momento de menor alinhamento entre os governos brasileiro e chileno. Lula não compareceu à cerimônia de posse de Kast, fato interpretado como sinal de distanciamento diplomático.
Com a saída do Chile, Brasil e México permanecem como os principais defensores da candidatura de Michelle Bachelet para chefiar a ONU.
Com informações de Gazeta do Povo

