O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu neste sábado (28) que os Estados Unidos e “o mundo livre” atuem diplomaticamente para garantir que as eleições brasileiras de 2026 sigam, segundo ele, “valores de origem americana”. A declaração foi feita durante um evento conservador realizado no estado do Texas, nos EUA.
Ao discursar, o parlamentar solicitou que a administração norte-americana “aplique pressão diplomática” a fim de assegurar “eleições livres e justas” no Brasil. Ele sugeriu que Washington mude sua política externa na região, deixando de “interferir para instalar um socialista que odeia a América” e passando a vigiar o processo eleitoral brasileiro.
Flávio dirigiu-se diretamente ao público americano, conclamando que acompanhem o pleito de 2026, observem a liberdade de expressão nas redes sociais e exerçam “pressão institucional” sobre as instituições brasileiras.
Paralelos com Trump
No início do pronunciamento, o senador traçou paralelos entre o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, e o ex-mandatário norte-americano Donald Trump. Ele afirmou que Jair Bolsonaro estaria preso e condenado a 27 anos por “motivações políticas”, classificando o processo como lawfare.
Flávio também disse que o ex-chefe do Executivo brasileiro enfrentou o que chamou de “tirania da Covid”, sem detalhar a que se referia. A pandemia já provocou mais de 700 mil mortes no Brasil desde 2020.
Acusações contra Biden
O senador acusou o governo do presidente Joe Biden de interferir nas eleições de 2022. Segundo ele, teria havido financiamento por meio da agência humanitária norte-americana UNAID — órgão fechado na gestão Trump — para favorecer a volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto. A alegação não é comprovada.
Recursos estratégicos e visto revogado
Flávio Bolsonaro declarou que o “futuro do hemisfério ocidental” passa pelo Brasil em razão do território, da população, do peso econômico e das reservas de minerais críticos, como terras raras — essenciais à indústria tecnológica e militar.
Ele também criticou a revogação do visto do assessor de Trump, Darren Beattie, que pretendia participar de um evento no Brasil e visitar Jair Bolsonaro. O senador qualificou a decisão como “algo sem precedentes”, afirmando que o país “está expulsando diplomatas americanos”.
Por fim, Flávio disse que Lula teria atuado para impedir que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas.
Com informações de G1

